segunda-feira, 14 de julho de 2008

RUMO A CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA EM MOÇAMBIQUE

PARABÉNS GUEBUZA E PARABÉNS CRÍTICOS


Primeiro começar por dizer que escrevo este artigo porque tenho acompanhado desde a última sessão extraordinária do comité central da Frelimo, em que o Presidente do partido Frelimo, o Excelentíssimo Senhor Armando Guebuza proferiu a sua resposta para aqueles que na sua visão atacam os esforços do governo sem no entanto apresentarem alternativas e por essa razão ter desencadeado pela imprensa e conversas acesos debates de análise do Discurso do Presidente da Frelimo.

Sem querer entrar “naquele debate”, mas porque sou daqueles que defendem a existência do Estado ou se quisermos daqueles que lutam para existência do Estado me importa clarificar que Armando Guebuza esteve a falar como Presidente da Frelimo, e na minha análise na sua qualidade de Presidente do Partido que governa esteve simplesmente muito bem, mas muito bem.

Fugindo um pouco do cerne do que se pretende abordar neste texto, deixa-me dizer que enquanto analista político eu ficaria extremamente admirado se o partido Frelimo não respondesse com a devida “dose” aos seus detratores, pois politicamente ao meu ver seria uma espécie de quem cala consente, e isso teria em algum momento o seu preço, infelizmente, a nossa “obsoleta” oposição como diz um dos críticos, não tem nos brindado com contra-propostas a Revolução Verde, Bio-combustíveis, daí que em minha análise política temos que ser coerentes e dar parabéns a Frelimo pelas alternativas apresentadas, embora eu ache que tenham que ser muito bem estudadas e aprofundadas, mas em Política fala-se de planos, de alternativas e este partido diferentemente de todos outros partidos e alguns críticos, nos apresenta propostas.

Voltando “a vaca fria”, ora eu como defensor do Estado luto pela existência de uma democracia consolidada querendo desta forma dizer que aqueles que criticam Guebuza tem para mim razão de sua existência, desde que o façam com fundamentos e com perspectiva de construir e melhorar o estado de coisas e não simplesmente de banalizar. Por via disso, também acho legítimo que no mesmo espírito democrático e de liberdade de expressão Guebuza Presidente da Frelimo possa dentro das suas fronteiras partidárias, responder aos detratores do seu governo, visto como entidade administrativa que gere o Estado. Sem querer contribuir para confundir as coisas,permitam-me aproveitar dizer que no mesmo espírito o Chefe de Estado também teria o meu aceno positivo desde que não fosse ali, naquele local, e não usasse os mesmos termos, pois de Presidente do Partido ainda que seja do partido que está a governar para Presidente do Estado Moçambicano há e deverá sempre haver uma grande diferença, mas para o bem, não foi o caso.

Bem, como disse não quero entrar “naquele debate” mas que fique claro para todos quem dita o carro em que o Presidente anda, o seu aparato, como deve ser montado este não é um exercício de responsabilidade partidária é sim um elemento do Estado, por essa razão queria tentar ajudar a clarificar que não são os meios que Guebuza usou para se locomover que o fariam ser Presidente da Republica naquela sessão se nao chegariamos a questionar onde donde ele saiu, isto e, se vem da ponta vermelha e porque era o Presidente da Republica, amigos nao e tao literal assim. Olha, este não é um malabarismo gramatical, como diz o meu ilustre “amigo”, é sim uma verdade existem elementos em toda a parte do mundo que separam as responsabilidades políticas e de Estado e nisso só o próprio discurso de Guebuza é peremptório e claro em desfazer quaisquer equívocos.

Agora, é importante também reconhecer algumas coisas, sobre os direitos e obrigações de um funcionário do Estado, quem os marcara faltas ou coisa parecidas, mas bem esta não é abordagem que pretendo trazer neste pequeno ensaio, mas é certamente algo a tomar em conta, pois como disse a construção e consolidação do Estado Moçambicano (enquanto um conjunto de GOVERNO, POPULAÇÃO E TERRITÓRIO) ser dos meus objectivos centrais.

O que eu quero realmente dizer é que está a se construir ou seja a consolidar paulatinamente o exercício do poder Democrático, a nossa Democracia não é para o Inglês ver, existe e existe mesmo, no entanto devo concordar com Excelentíssimo Presidente da Frelimo, que críticos há que aceito e congratulo a sua existência mas devem começar também a falar e apresentar propostas de soluções credíveis e sobretudo saber valorizar o que de bom é feito.

Mas para terminar deixa-me agradar a um amigo especial e dizendo PARABENS CRÍTICOS E PARABENS GUEBUZA, pois vós, estais a consolidar o nosso regime democrático, os vossos debates certamente vão criar novas dinâmicas para o desenvolvimento desta nossa bela e amada pátria apesar de estarmos ânciosos de ver nascer a nova fase em que se discutem planos e contra-propostas, mas chegaremos lá.

Como sói dizer, TENDO DITO MUITO OBRIGADO.

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