quarta-feira, 22 de julho de 2009

ECOS DO DEBATE NA STV SOBRE O PAPEL DA JUVENTUDE NOS PROCESSOS DE TOMADA DE DECISAO

“O jovem amanheceu o jovem acordou” Uma Participante no Debate membro do Parlamento Juvenil

Em primeiro lugar deixa-me clarificar a algumas pessoas que já vão criando algumas opniões erróneas com relação a minha posição sobre aquele Debate. Não estive naquele debate, não fui convidado, e nem sequer tive a informação de que seria realizado, mas contudo assisti e acompanhei até as reaccoes finais e apesar de alguns excessos e animosidades na generalidade achei um excelente oportunidade para marcarmos presença no debate político nacional. Como disse tenho estado a acompanhar varias reaccoes sobre o debate e porque tenho sido interpelado sobre a minha opniao em relacao ao sucedido decidi dessipar equivovos e deixar este rabisco.

Bem, como sabem sou Analista e permitam-me reconhecer que sim, a STV abriu um espaço para os Jovens, e de salutar, ainda que tenha ficado no meu entender a ideia de que algumas pessoas foram informadas sem o devido tempo para se preparar ao debate. Contudo, o interesse deste orgâo não se circunscrevia apenas em ouvir as ideias dos jovens, esse interesse foi acompanhado de um sensacionalismo mediatico, desencadeado por mecanismos de conducao do debate que tem por vista ganhar mais telespectadores e audiencia ao programa, ao canal, o que vai de encontro com a linha editorial deste órgão informativo, facto que não me oponho, pois cabia ou cabe aos jovens fugir desse amaranhado montado pela STV e capitalizar aquele que é o seu interesse central.

Por outro lado é preciso não subjugar que aconteceu (ou pode ter acontecido) aquilo a que uma participante chamou de acordar da juventude, isto é, jovens Musicos, cientistas, estudantes, apresentadores, deputados, politicos, apoliticos, associados e não, sentaram-se a mesma mesa para discutir os seus problemas. Pessoalmente, não estava a espera e sempre estive consciente de que as soluções para os problemas da juventude não seriam encontradas naquele debate e nem serão alcançadas em um dia, mas como disse ganhamos uma união que nos pode levar a coesão caso mais debates em outros fora sejam realizados, desta feita, com agendas claras e pontos específicos.

Não poderia esperar de um debate de jovens, que não existisse exaltação de ãnimos, gaffes, etc, etc, isso afinal é que é ser jovem, é a sua essência, agora cabe aos jovens a nós os jovens pegarmos naquele momento e dizermos de una voz, nos nossos circulos, nos nossos partidos, no nosso bairro, no nosso posto de trabalho, QUAL É O LUGAR QUE É NOSSO? ONDE ESTÁ O ESPAÇO QUE DEVE SER CONQUISTADO POR NÓS questionarmos isso não a espera que nos respondam, mas agindo para encontramos as respostas.

Certamente que se existe um órgão que é interlucotor dos assuntos da juventude (CNJ) então esse órgão tem um take off que há bastante tempo não existia, e caso este órgão saiba aproveitar a onda entusiastica provocada pelo debate acompanhada pelo momento eleitoralista, poderá tirar grandes proveitos e conseguir resgatar a sua legitimidade, há muito perdida sendo um dos pilares do descredito em que os jovens se encontram. Para tal já avanço com uma ideia forte, “Não entramos nem em camiões nem em bicicletas se não nos disserem claramente qual será o papel da Juventude no Estado Moçambicano” vindo isto do CNJ, não só teria uma mobilização massiva mas daria portas para entrar no tão almejado Conselho do Estado, entre outros órgaos que podemos que devemos estar representados para resolver os nossos problemas, estou dando um exemplo pequeno de atitude que deve ser tomada a escala nacional aí sim ficará certo que os jovens acordaram.

Sempre que falo de assuntos nacionais me discordo com algumas pessoas que as considero extremistas, pois para mim o nosso sucesso vai ser determinado primeiro pelo reconhecimento do que de bom foi feito e claramente pela proposta de soluções para implementação de políticas e estrateágias que nos colocariam inclusos nos processos de tomada de decisão.

Sempre tive a impressão que nunca se termina de falar de assuntos da juventude, por isso vos convido a ler um texto escrito por mim neste espac(noainacio.blogspot.com)perdoem-me pela redundancia abusiva, em Agosto do ano passado, sobre o que era afinal ser jovem no ambito das comemoracoes do 12 de Agosto dia da Juventude. no meu modesto modo de ver seguramente que está aberto o caminho para se mostrar como alguém disse, que a juventude acordou que a juventude amanheceu, e que agora vamos aos factos, unidos na nossa diversidade religiosa, tribal, etnica, regional, politica, linguistica ou de outra indole, mas unidos na nossa convergencia emanada na consciencia de sermos a Juventude Moçambicana do Rovuma ao Maputo e que temos que fazer a nossa propria historia.

8 comentários:

  1. Do sensacionalismo mediático, resultante da linha editorial da STV, o que me indignou foi esforço que o Arsénio Henriques fazia para heroicizar os contra e ridicularizar os prós.

    Orgulhosamente Moçambicano
    Nuno amorim

    ResponderEliminar
  2. Caro Noa,

    Para mim, aquele debate serviu para mostrar duas coisas: primeiro que não há entendimento, pensamento firme e inovador entre nós os jovens. Segundo, que doravante devemos procurar ter uma postura crítica, imparcial e acima de tudo interventiva.

    Partilho da última opinião do Gilberto Mendes, segundo a qual devemos deixar de lado querelas pessoais e políticas e procurarmos trocar experiências que nos podem fazer crescer. Concordo consigo quando afirma que aquele debate não iria sanar de uma única vez os problemas e conflitos existentes no seio da juventude, mas daqui em diante julgo que temos que pegar nas poucas coisas positivas que foram ditas naquele debate para conquistarmos o nosso espaço.

    Se continuarmos com o discurso da vitimização jamais conquistaremos o nosso espaço. Tenho um problema com o discurso da vitimização: muitas das vezes dizemos que somos impostos, não nos dão espaço, etc…, Concordo, mas qual tem sido a nossa contra-proposta à essa imposição? Que postura temos assumido enquanto jovens que desejamos intervir e também decidir neste País?
    Creio que temos que organizar-nos melhor se quisermos conquistar o nosso espaço, e fazermos valer as nossas opiniões.

    ResponderEliminar
  3. Nyikiwa

    Permita-me aproveitar fazer um pequena reflexao com o Nuno Amorim e dizer-lhe que o problema nao e do Arsenio Henriques, e dos participantes que nao conseguiram ser superiores a ele nesse campo e acabamos caindo naquela situacao em que parece ser mau apoiar a Frelimo isso e ser lambe botas infelizmente nao penso assim e penso que nao pode ser assim.

    Minha Cara Nyikiwa voltando a si deixame dizer que;Nao posso fazer mais nada a nao ser passar inter alia pelo teu comentario, pois ele, clama a juventude por respostas aos seus problemas como dizes e escrevi para ouvir "Que postura temos assumido enquanto jovens que desejamos intervir e tambem decidir neste pais? Infelizmente ainda tenho visto pouco mas espero que tenha se dado o inicio.

    ResponderEliminar
  4. Caro Noa
    Sobre a mediocridade que assola varios jovens eu acho que isso está aliado a vários factores, tendo um deles, a ver com a crónica letargia que afecta a nossa geração, somos uma juventude que assiste impávida e serena o desenrolar das coisas no país.

    Quem não sabe que a única preocupação do jovem actual é trabalhar para comprar um carro, vivendo numa casa em arrendamento e passar o resto dos seus dias a beber?

    Eu Tambem escrevi sobre isso veja O Patriota.

    ResponderEliminar
  5. Waku

    A minha grande desolacao e que a juventude conhece em decor e salteado os seus problemas, agora porque adia a resolucao dos mesmos? Se nao fossem casos isolados mas sim uma boa representatividade de jovens desse pais que conseguissem ter carro, viver em casa arrendada e ainda passar a vida a beber sinceramente eu nao haveria de achar que a Juventude tem Desafios pelo contrario diria que a juventude e realizada.

    Waku,

    A verdadeira juventude mocambicana, nao tem emprego, nao consegue ingressar nas instituicoes de ensino superior ficam com 14 nos exames de admissao, nao tem acesso aos 7 bis para serem empreendedores, nao tem acesso a terra para exercerem agricultura.

    Waku,

    A verdadeira juventude nao consegue casar junta-se com uma mulher e coabitam em casa dos pais.

    "E isso ser jovem em Mocambique" Waku

    ResponderEliminar
  6. Caro Nuno,
    O debate da televisão tinha como objectivo discutir o papel da juventude na tomada de decisões neste pais. Se perguntarem ao Arsénio Henriques qual é o seu contributo, como jovem, neste pais, ele provavelmente responda que “Como jovem jornalista, convenço a direcção da STV a ceder 1 hora e meia de debate em horário nobre, para que os jovens debatam os seus problemas. Ele pode ter tido dificuldades na gestão do debate...repito 'dificuldades' mas, fez o seu papel. E os outros dentro da sala, o que foi que fizeram???

    ResponderEliminar
  7. Mana Zenaida,

    Vejo que acompanhaste o debate quanto eu? Agora alguem me podera responder porque nos os jovens melhor porque os companheiros que estiveram naquele programa tiveram que falar de que partido eram, qual era o melhor, porque e que os jovens insistentemente falam mais de partidos do que de problemas e solucoes jovens?

    Mana Zenaida,

    Sera que nos os jovens nao conseguimos dizer mais nada, que nao seja, o que o que ja foi dito nos nossos partidos? Sera que nao e possivel constituir a causa jovem Mocambicana?

    Ajudem-me a entender. ajudem-me

    ResponderEliminar
  8. Alo Noa, do nada fui me dar de cara com seu blog. Achei-o interessante. Tens tanta informacao que acho que sempre que tiver algum tempo dar-lhe-ei uma vista.
    Ora Noa, o famoso debate da nacao, por razoes varias nao pude ver o debate, mas felizmente amigos meus tem me enviado em 'particulas'. Alias, parte do debate esta disponivel no YouTube.com. Infelizmente tenho de corroborar com o fio de pensamento seu e de alguns compatriotas. Os jovens (nos) tem ainda um problema que e' confundir debate com dicussao. Debate tem a ver com construcao de ideias; sera debate pois a troca de ideias e colaboracao e' peca chave. Contrario de discussao - embora nalgum momento complemente o debate - esta tem tido tendencia a confusao e tudo o que se sabe sobre isto (passe a palavra). Quanto a mim, do que tenho visto dos videos, acho que o tal chamado de debate foi mais discussao. Sim, a dicussao eclodi (e sempre vai eclodir) pois se diz que os jovens (mocambicanos) andam drogados, politicamente prostituidos. Essa sera a grande razao da discussao. Debate so seria possivel se o tal orgao de comunicacao convidasse os jovens e deixasse claro que friccoes, sejam elas de que tipo - pessoal, politico, etc - sejam deixadas em casa, ou algures. Nao gostaria de lancar desculpas a STV, todos sabemos que e' da ala 'contra' e esta fazendo o seu papel. Enfim, quando estiver de volta a minha Patria Amada, vou precisar de ver esse debate, digo discussao.
    Abracos!

    ResponderEliminar